Com operações da PF, crime organizado tem prejuízo de R$ 9,5 bilhões

O crime organizado teve um prejuízo de R$ 9,5 bilhões no ano passado. A informação foi divulgada nesta terça-feira (10) pela Polícia Federal.

Além da descapitalização das organizações, a corporação destacou os mais de 44 mil inquéritos instaurados, com 42 mil pessoas indiciadas.

O índice de solução das investigações foi de 85%. O resultado coloca a PF entre as instituições investigativas mais eficientes do mundo, segundo o Delegado-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Ele explicou que o montante de R$ 9,5 bilhões, número 46% maior em relação a 2024, representa bens concretos retirados das mãos de criminosos.

É dinheiro em espécie, são imóveis, aviões, helicópteros, veículos. Enfim, tudo aquilo que efetivamente a gente tirou do crime organizado. Pra vocês terem uma ideia, ano passado foram R$ 6,5 bilhões, 2023 foram R$ 3 bilhões e pouco… Pra tirar poder do crime organizado, tem que enfrentar o poder econômico”.

Andrei destacou a parceira com a Polícia Rodoviária Federal e com o Banco Central no combate ao crime organizado em 2025, como no caso do Banco Master.

Fizemos mais de 4 mil operações. Dentre elas, algumas de grande repercussão, que estão ainda em andamento, como da cadeia de combustíveis, sistema financeiro, desvios de recursos públicos. Essa integração nos permitiu desvendar aquilo que eu não tenho dúvida que é, talvez, o maior crime que envolva o sistema financeiro internacional e que envolva uma instituição financeira”.

A cooperação internacional permitiu a prisão de 81 foragidos da justiça estrangeira no Brasil e de 266 brasileiros localizados no exterior.

No combate ao tráfico, o volume de apreensões foi histórico: mais de 73 toneladas de cocaína e 721 toneladas de maconha.

Na área de crimes cibernéticos, foram mais de mil operações para combater ao abuso sexual infanto-juvenil, com o resgate de 114 vítimas.

E o desmatamento na Amazônia Legal caiu 11,1%, com a destruição de quase 400 dragas e balsas do garimpo ilegal.

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