Dia do Trabalhor chama atenção para câncer de pele ocupacional
Quando se fala em câncer de pele, muita gente pensa em sol, praia, verão e momentos de lazer. Mas essa doença também faz parte da rotina de trabalho de milhões de brasileiros.
Um estudo publicado em 2025, a partir da Pesquisa Nacional de Saúde, revelou que, em 2019, cerca de 23 milhões de trabalhadores no país estavam expostos ao sol de forma contínua durante o expediente. Isso representa quase um quarto da população ocupada.
Esse alerta ganha ainda mais relevância diante dos dados mais recentes do Instituto Nacional de Câncer, o INCA. A estimativa é de 263 mil novos casos por ano de câncer de pele não melanoma no Brasil entre 2026 e 2028, sendo o tipo mais frequente no país.
Segundo o levantamento, a exposição ocupacional à radiação solar atinge principalmente homens, trabalhadores do meio rural, pessoas com menor renda e escolaridade, vínculos informais e jornadas superiores a 40 horas semanais. Ou seja, o risco está concentrado nos grupos mais vulneráveis.
Mas não é apenas quem trabalha de sol a sol que corre risco. Ambientes fechados, com iluminação artificial intensa, também podem emitir radiações prejudiciais à saúde da pele, como lembra o dermatologista Matheus Rocha…
“Quem trabalha em ambientes fechados também deve se proteger de forma adequada. Vale lembrar que o câncer de pele não é exclusivo de quem trabalha exposto ao sol, ele pode afetar qualquer pessoa, independente da forma de trabalho“.
Por isso, o especialista ressalta que a prevenção do câncer de pele precisa considerar a realidade de cada trabalhador, especialmente os que enfrentam sol, calor e esforço físico…
“Nós precisamos de políticas mais efetivas de proteção ao trabalhador, como incentivo ao uso diário do equipamento de proteção individual, mas principalmente relacionadas aos horários de maior exposição solar. Fica um alerta importante: se você trabalha ou passa muito tempo ao sol, use chapéu, protetor solar, roupas adequadas e, sempre que possível, evite horários de maior intensidade solar“.
O INCA aponta que os setores mais afetados são agricultura, construção civil, transporte e pesca.
Em caso de feridas que não cicatrizam, crostas permanentes, manchas que sangram ou que descamam, procure imediatamente um especialista. O Sistema Único de Saúde oferece tratamento integral e gratuito. Basta procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima.









