Nova CNH: como funciona o novo sistema de pontos da prova prática, que não tem falta eliminatória

A publicação do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular estabeleceu diretrizes únicas para os exames de direção em todo o país. As mudanças mais significativas incluem o fim da baliza como etapa obrigatória e a revisão dos critérios de aprovação e reprovação dos candidatos.

De acordo com o manual, cada infração recebe uma pontuação específica, e o candidato só é aprovado se não ultrapassar o limite de 10 pontos.

Além do sistema de pontos, foi extinta a infração única que levava à reprovação imediata. Com a nova regra, o candidato pode cometê-la e seguir com a prova.

As infrações passam a ser classificadas por peso, da seguinte forma:

  • Infrações leves: 1 ponto;
  • Infrações médias: 2 pontos;
  • Infrações graves: 4 pontos;
  • Infrações gravíssimas: 6 pontos.

O candidato pode somar pontos em diferentes ocorrências, desde que não ultrapasse o limite de 10 pontos. Ao atingir esse valor, a reprovação é automática.

Veja os principais pontos que mudam com o novo manual:

  • O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento;
  • A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada;
  • O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar;
  • O primeiro reteste passa a ser gratuito;
  • O carro pode ser do candidato, com câmbio manual ou automático;
  • Divisão clara de papéis entre os responsáveis pela avaliação;
  • Trajeto deve ser progressivo e ocorrer em ambiente real;
  • Rodovias, estradas e vias expressas ficam proibidas.

O trajeto passa a incluir manobras de estacionamento

O candidato deixa de ter o estacionamento como uma etapa isolada da avaliação de suas habilidades de direção. Com o novo manual, a parada do carro em uma vaga delimitada deve acontecer durante o trajeto.

O estacionamento envolve a aplicação coordenada de habilidades cognitivas, perceptivas e operacionais. Trata-se de uma manobra com características próprias, realizada em baixa velocidade, mas que exige do condutor a leitura adequada do ambiente, a antecipação de riscos e a tomada de decisões compatíveis com as condições do local“, diz o manual.

O manual explica ainda que o candidato também será avaliado pela análise que fizer antes de escolher a vaga, levando em conta o ambiente da rua ou do local onde estiver. Será esperado que ele considere as seguintes variáveis ao decidir se deve estacionar ou não:

  • O volume de circulação de outros veículos;
  • A presença de pedestres e de outros usuários vulneráveis;
  • As condições de visibilidade do local;
  • A sinalização existente no local;
  • As restrições do local, como placas que proíbem o estacionamento.

A baliza deixa de ser obrigatória, mas continua podendo ser aplicada

A baliza deixa de ser obrigatória, mas não deixa de existir. Como explicado no ponto anterior, o estacionamento passa a integrar a avaliação do candidato e, nesse contexto, a baliza pode ser necessária para entrar em uma vaga mais apertada.

Como o estacionamento faz parte do trajeto, o candidato também é avaliado pela forma como deixa o veículo.

O candidato passa a ter mais tempo e vagas maiores para estacionar;

O manual deixa claro que não há tempo máximo para que o candidato conclua o estacionamento do veículo. No entanto, o documento prevê uma avaliação baseada em um “tempo razoável”.

Quando se tornar evidente que o candidato não consegue concluir o trajeto ou finalizar o estacionamento em tempo razoável, de modo a comprometer a continuidade regular do exame, o preposto [agente] deverá registrar a ocorrência e comunicá-la à Comissão de Exame de Direção Veicular, para fins de deliberação quanto à interrupção definitiva do exame“, diz o manual.

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